São Paulo, 18 de Abril de 2019.

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Moonspell, por Marcelo Pinto

Conscientes de que faltaria experiência para manter dois grupos, eles optaram pelo Morbid God. “The Fever” foi a primeira música, gravada em 1990, mesmo período em que as Forças Armadas recrutaram os então baterista e guitarrista do Morbid God, forçando-os a parar tudo por quase um ano. Aconteceram as inevitáveis mudanças na formação e o grupo acabou conseguindo incluir uma faixa para uma coletânea com bandas portuguesas. Em 1992 notou-se que era a hora de gravar o primeiro trabalho de fato. Uma nova música serviu para chamar a atenção do underground, de onde surgiram vários convites de pequenos selos para a banda.

Mas eles preferiram esperar, gravar uma demo tape e fazer os ajustes necessários para não se perder logo no início. Em outubro do mesmo ano, já com um novo guitarrista, o grupo troca o nome para Moonspell (por acharem que Morbid God era muito “juvenil”), com o qual gravam a demo “Anno Satanae” em janeiro de 1993. As faixas “Goat On Fire”, “Ancient Winter Goddess” e “Wolves From The Fog” agradaram muito e o Moonspell acabou conseguindo um contrato com o selo francês Adipocere. Mais alterações na line up marcaram esta etapa, com a entrada do guitarrista Tanngrisnir e o tecladista Pedro Paixão, que participaram da gravação de “Under The Moonspell”, o primeiro e clássico trabalho oficial.

O som combinava as influências de Celtic Frost, Bathory, Dead Can Dance e música tradicional portuguesa e árabe. Os temas versavam sobre ocultismo, erotismo e cultura meridional. A imponência do trabalho levou o Moonspell para a Century Media Records.

Os shows começaram a aumentar, com o grupo tocando ao lado de Cradle Of Filth, Cannibal Corpse, Samael e Anathema. Já contratados pela Century Media, o grupo pôde ampliar seus horizontes e explorar vertentes mais sombrias do seu som, como mostra “Wolfheart”, o segundo disco.

Durante a tour, abrindo para o Morbid Angel, o grupo acabou perdendo seus dois guitarristas, mas ganhou um público fiel, que fez as vendas do disco triplicarem em toda a Europa. Os palcos da Inglaterra, Polônia, República Tcheca e vários festivais viram o poder do Moonspell ao vivo.

Era hora de crescer ainda mais. Com a produção do renomado Waldemar Sorychta, o grupo entrou no estúdio na Alemanha para gravar “Irreligious”, que vendeu 10 mil cópias apenas em Portugal e consagrou a banda no cenário metal, com grandes vendagens também na Áustria, Itália e Alemanha.

Problemas internos e o desgaste natural resultaram na saída de Ares. De acordo com Fernando Ribeiro, Ares acabou traindo o grupo mais tarde ao registrar o nome da banda e faixas de “Sin/Pecado” no seu nome. É neste capítulo, em 1996, que o brasileiro Sérgio Crestana entrou para o Moonspell, assumindo o baixo e logo se adaptando ao grupo. Paralelo à banda, Crestana manteve por algum tempo um trabalho em bares tocando música brasileira para garantir o orçamento. Na sequência veio a histórica participação no palco principal do Dynamo Open Air, fazendo do Moonspell a primeira banda portuguesa a tocar no mitológico festival de Eindhoven, na Holanda.

Para compensar os problemas, “Irreligious” e “Sin/Pecado” ganharam Disco de Prata. O próximo capítulo veio com a tour de “Sin/Pecado”, um trabalho em que o Moonspell experimentou novas sonoridades, afastando-se um pouco da linha mais black metal do início da carreira. Durante a tour, o grupo visitou a América do Sul pela primeira vez, tocando no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e o México, na América do Norte.

Curiosamente, apesar de terem se afastado das raízes, os integrantes do Moonspell criaram um projeto paralelo, Daemonarch, extremamente ligado ao passado da banda. Black metal pesadíssimo, o projeto é todo caracterizado pelas normas da música extrema.

Em 1998 o grupo gravou “The Butterfly Effect” com o qual o Moonspell teve a chance de realizar sua primeira tour pelos Estados Unidos, tocando junto com o sueco In Flames. A novidade neste trabalho foi a troca de produtor. Apesar de muito elogiado e respeitado pela banda, Sorychta não conseguiu agradar ao grupo no disco anterior e foi substituído por Andy Reilly. Um produtor que não tinha envolvimento com música pesada, já que sua experiência sempre foi com o pop. Mas isto não impediu que sua participação fosse essencial para que “The Butterfly Effect” se tornasse um dos melhores álbuns do ano.

Em 2001 sai “Darkness and Hope”, um álbum mais experimental,na linha de “Sin/Pecado”, cheio de teclados e guitarras pesadas que agradou bastante os fãs menos radicais. Dois anos depois, o Moonspell voa para a Finlandia, onde grava “The Antidote”, com produção de Hiili Hiilesmaa (Sentenced e H.I.M.). Esse trabalho marca a saída do baixista Sérgio Crestana, substituído por Aires Pereira e foi muito bem recebido pelos fãs. Em Maio de 2004, o Moonspell passa pelo Brasil para fazer alguns shows e segue para sua terra-natal, onde toca no Rock In Rio Lisboa.
Fonte: http://territorio.terra.com.br

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