São Paulo, 18 de Abril de 2019.

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Radiohead, por Marcelo Pinto

Tudo começou com o guitarrista e vocalista Thomas Yorke. Após formar as primeiras bandas, logicamente sem sucesso, juntou-se, em 1987, a Jonny Greenwood (guitarra, teclados, xilofone), Ed O’Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo) and Phil Selway (bateria), formando o On a Friday.

Após algumas apresentações, resolvem dar um tempo e só voltaram em 1991. Conseguem um contrato com a EMI e já com o nome de Radiohead, lançam o EP com a faixa “Creep”, que enlouqueceu os americanos.

“Pablo Honey”, o álbum de estréia, chegou em 1993, e o hit “Creep”, obviamente inserido no track list, alavancou as vendas que chegaram a mais de 700 mil cópias. O segundo trabalho, intitulado “The Bends”, de 1995, colocou em evidência as características e a personalidade do Radiohead: letras e climas depressivos, tristes e melódicos. O grande destaque desta vez foi a poderosa balada “Fake Plastic Trees”, que entrou nas rádios de todo o mundo e foi tema de um comercial aqui no Brasil.

Os vídeos do grupo também sempre foram muito criativos e mesmo quem não era fã ou não os conhecia, parava para assisti-los. Com apenas esses dois discos, a banda já era a mais comentada entre os “descolados” e gostar de Radiohead significava ser “cool”.

Mas foi com “OK Computer”, dois anos depois, que chegaram ao ponto máximo que um grupo pode chegar. O álbum foi eleito por revistas especializadas como o “melhor de todos os tempos” (!). Flertando com elementos eletrônicos, mas igualmente depressivo e sombrio, vendeu 4 milhões de cópias e faturou um Grammy. Os vídeos continuavam surpreendendo e podemos destacar os de “Paranoid Android” e “Karma Police”.

A banda a essa altura já era aclamada pelos críticos mais exigentes e Thom Yorke tido como gênio. Porém, uma dúvida surgiu: como superariam a obra-prima “OK Computer”? Estava claro que não seria uma tarefa fácil. Os fãs ficaram apreensivos e ansiosos sobre o próximo lançamento e ele só veio no ano de 2000.

“Kid A”, dividiu opiniões e causou certa polêmica. As pessoas que não gostaram, não admitiam e diziam apenas que era um disco “difícil de entender”. Mas a verdade é que o Radiohead já não era mais unanimidade. Enquanto uns continuavam achando genial, outros classificavam-no como muito eletrônico, muito esquisito ou, simplesmente, muito chato. Outro fato que contribuiu para a não aceitação geral do álbum, foi a ausência dos tão queridos video-clipes.

Considerado como uma continuação de “Kid A”, lançaram no ano seguinte “Amnesiac”, que causou tanta discussão quanto o próprio. O Radiohead continuou a explorar cada vez mais sonoridades e melodias nada convencionais e o mais incrível é que, mesmo agindo de forma tão anti-comercial, continuaram vendendo muito bem e ganhando novos fãs.

“Hail To The Thief”, lançado em 2003, foi bem mais aceito pelo público e mídia e marcou a estréia da Radiohead TV, uma emissora de TV online que serviu como um canal de divulgação desse trabalho. Esse trabalho marcou o fim do contrato do grupo com a gravadora EMI e, sem o compromisso de entregar álbuns no prazo, o grupo decidiu tirar férias por tempo indeterminado.
Fonte: http://territorio.terra.com.br

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