São Paulo, 22 de Maio de 2019.

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Bandas / Artistas





Yes, por Nodnell Phinx
Eles praticamente escreveram (e ainda hoje escrevem) a história do Rock Progressivo. Devido à sua grandiosidade, para o bem ou para o mal, eles são sempre lembrados: por um lado, sempre cercado de grandes músicos como Rick Wakeman e Steve Howe, por outro, quando criticam o Rock Progressivo como pretensiosa e extravagante, que foge ao "Espírito do Rock", eles são sempre citados. Se juntar todos que passaram por esta banda daria uma orquestra: 2 vocalistas, 3 guitarristas, 7 tecladistas, 2 bateristas, além das orquestras.

Os Primeiros Passos

O Yes foi formado em 1968 pelo vocalista Jon Anderson e o baixista Chris Squire. O grupo original também incluía o guitarrista Peter Banks, o tecladista Tony Kaye e o baterista Bill Bruford, que se tornaria um dos mais aclamados bateristas do seu tempo. Eles tocaram o primeiro show em um acampamento de verão na Inglaterra em 2 de agosto de 1968. Antes disso, o grupo ganhou uma reputação de pegar músicas de outros grupos e mudar drasticamente em composições expandidas e progressivas (muito como fez o Deep Purple). Diferente de vários artistas fazendo isso ao mesmo tempo, principalmente com as músicas dos Beatles, Anderson e sua banda faziam suas próprias músicas. O primeiro álbum, intitulado simplesmente "Yes", foi lançado em 1969. Desde o começo, o Yes foi uma banda de grandes músicos e metas ambiciosas. Peter Banks foi imediatamente uma estrela entre fãs e críticos, e os vocais harmônicos de Anderson e Squire foram uma marca registrada imediata do som da banda.

Em 1970, o grupo levou sua ambição ao extremo, especialmente para este período, gravando seu segundo álbum com uma orquestra de 30 instrumentos. "Time and a Word" mostrou composições originais, com exceção de duas: "No Opportunity Necessary, No Experience Needed", de Richie Havens e "Everydays" de Stephen Stills. O remake da música de Haven também incluía partes da música tema da série de televisão "The Big Country". Apesar de musicalmente excepcional em termos de melodia e poder das músicas, infelizmente a orquestra (e o tecladista Kaye) sobrepuseram Banks e muito do trabalho vocal, deixando o disco algo como um esforço desigual. Antes do lançamento do disco, Banks foi demitido. A capa do disco americano mostra Steve Howe na capa junto com os outros membros como se ele tivesse tocado no álbum, porém, na contracapa aparece Banks.

A Formação Clássica

As gravações do Yes do começo dos anos 70 ainda são considerados "o som clássico" por vários fãs. Esses álbuns mostram arranjos complexos e influenciados pela música clássica, compassos inusitados, músicos virtuosos, mudanças dinâmicas e métricas com dramatismo, letras com uma linha de pensamento. Seu repertório muitas vezes excedia o padrão de 3 minutos de uma música popular, como suítes longas divididas em partes, que duravam 20 minutos ou mais, o que fez a banda então sinônimo de rock progressivo nos anos 70. Versos vocais alternados como interlúdios instrumentais ambiente, passagens frenéticas de música de câmara e extensas improvisações de guitarra, teclados e baixo. Estas características ficaram mais conhecidas na época em que tinha Anderson, com seus vocais distintos e de várias oitavas, e suas harmonias vocais, os respeitáveis solos Rick Wakeman e Steve Howe (teclado e guitarra, respectivamente) - Kaye, apesar de um talentoso tecladista, não conseguia acompanhar os improvisos de Howe, onde Wakeman levou os teclados a um nível comparado ao da guitarra (uma situação rara em uma banda mesmo hoje em dia), as baterias polirrítmicas de Bruford e o som distinto do Baixo Rickenbacker modelo 4001 Stereo de Squire.

Squire foi um dos primeiros baixistas a adaptar com sucesso efeitos de guitarra elétrica como o tremolo, fraseado e o pedal de wah-wah ao instrumento. A seção rítmica de Squire e Bruford foi considerada por muitos uma das melhores do rock naquele tempo.

Os dois primentos discos do Yes misturavam material inédito com covers de músicas de suas maiores influências, como os Beatles, Byrds e Simon & Garfunkel. A saída de Banks em 1970 e sua substituição pelo ex-Tomorrow Steve Howe, deu ao Yes novos limites. O emergente estilo da banda fundiu-se em seu novo disco, "The Yes Album", onde pela primeira vez consistiu inteiramente em composições originais da banda; foi também neste disco que uniu a banda com o produtor Eddie Offord; sua experiência em gravações em estúdio foi um fator chave para a criação do som tão característico do Yes.

Em 1971, Kaye saiu para formar seu próprio grupo, o Badger. Ele foi reposto pelo pianista clássico Rick Wakeman, que havia acabado de sair do The Trawbs e já era um notório músico de estúdio, com músicos como David Bowie e Lou Reed no currículo.

Como solista, Wakeman provou ser um parceiro ideal para Steve Howe. Ele também trouxe duas coisas vitais para a instrumentação do banda: o Mellotron e o Minimoog. Cercado por teclados, seus longos cabelos loiros e uma capa extravagante proporcionou um forte apelo visual nos shows, apesar de depois se tornar objeto de ridicularização em alguns meios.

A primeira gravação desta formação "clássica" (Anderson, Bruford, Howe, Squire e Wakeman) foi uma dinâmica interpretação de 10 minutos da música "America", de Paul Simon, que apareceu originalmente no álbum "The Age of Atlantic", uma compilação com várias músicas com o time da Atlantic Records. Seria ambas o fim de uma era - sua última faixa não-original - e o começo de outra, mostrando todos os elementos do novo som do Yes.

Com Wakeman na banda, o Yes entrou no que muitos consideram o período mais fértil e bem-sucedido, lançando dois discos altamente aclamados: "Fragile" (1971) e "Close to the Edge" (1972) (esse último considerado por muitos fãs um dos melhores do Yes e discografia básica de como fazer Rock Progressivo). A banda experimentou um enorme sucesso comercial e de crítica no mundo todo e se tornou uma das mais populares atrações na ordem do dia. Eles foram também notavelmente beneficiados pelos tremendos avanços na tecnologia em música ao vivo que se criara naquele tempo, e ficaram renomados pela alta qualidade tanto no som quanto na iluminação.

"Fragile" também marcou o começo de uma longa colaboração do artista Roger Dean, que desenhou o logo do grupo e suas famosas capas de disco, tal como a iluminação dos shows. A Yes-mania nesta época foi tão latente que se via alguns fãs descrevendo eles mesmos como "Troopers" (alusão à música "Starship Trooper", do disco "The Yes Album").

Logo após o lançamento de "Close...", no auge do sucesso da banda, Bruford deixou os fãs estupefatos com a notícia que estaria deixando a banda para se juntar ao King Crimson de Robert Fripp. Ele foi reposto por Alan White (ex-Plastic Ono Band), mais convencional que Bruford, porém tão talentoso quanto, que iniciou no lançamento seguinte, "Yessongs", gravado na turnê mundial feita em 1972/73.

"Yessongs" foi um projeto extremamente ambicioso e sem dúvida a maior aposta de seu selo, a Atlantic Records. Foi o primeiro álbum de rock da história em 3 LPs, mostrando versões ao vivo de todo o material original dos três álbuns anteriores de estúdio. Apresentado em uma das mais extravagantes embalagens até então, a arte de Roger Dean se espalhou por todo o álbum e continou com o conceito de desenho cósmico-orgânico dos dois álbuns anteriores. O álbum foi outro "best-seller" e recentemente foi votado como um dos 20 melhores discos de todos os tempos.

O próximo álbum de estúdio, "Tales From Topographic Oceans", foi mais ou menos baseado nas Escrituras Schásticas do livro "Autobiografia de Yogi": Shrutis (A Reveladora Ciência de Deus), Suritis (A Lembrança), Puranas (Os Ancestrais) e Tantras (O Ritual da Vida). Foi um divisor de águas, polarizando fãs de um lado (muitos consideram o melhor disco do Yes), e crítica do outro. Apesar das extensas composições serem uma marca registrada do Yes - a faixa-título de "Close to the Edge" pega um lado inteiro de um LP - as quatro faixas, cada uma com 20 minutos, que compuseram o álbum duplo gerou críticas das mais diversas e deixou para muitos a sensação que a banda estava começando a passar dos limites. Wakeman, em particular, não gostou muito do álbum. O crescente desentendimento entre Wakeman e o resto da banda o fez sair no final da turnê do disco.

Mudança Perpétua

Wakeman foi substituído pelo músico suíço Patrick Moraz para gravar "Relayer", em 1974. Novamente, o álbum mostrou uma faixa longa, "The Gates of Delirium", de onde o single "Soon" saiu. A vasta distância entre as contribuições de Moraz e Wakeman foi mais uma novela do que necessariamente um dissabor, com Moraz sendo um músico de electric-jazz. Seguiu-se uma extensa turnê entre 1975 e 76, e nesse meio tempo cada membro lançou um disco solo. Esta turnê resultou no disco ao vivo "Yesterdays", com músicas dos primeiros dois discos, tal como "America" abrindo o disco.

Quando Moraz saiu em 1976, o grupo gravou sessões para um novo álbum sem um tecladista. Depois de um bom tempo negociando, Wakeman joutou-se novamente ao grupo como um "músico contratado". No entanto, depois de ouvir e ficar impressionado com o novo material se tornou um membro permanente mais uma vez. Tirando a faixa de 15 minutos "Awaken", o restante do disco foi feito de músicas mais curtas. Juntamente com o álbum "Tormato", de 1978, ambos tiveram relativo sucesso apesar de terem sido lançados no auge do Punk Rock no Reino Unido, onde Yes foi frequentemente criticado pela imprensa especializada por representar os mais escandalosos excessos do Rock Progressivo do começo dos anos 70. Ironicamente, o Yes durou infinitamente mais do que os grupos desta era (estão na ativa até hoje).

Em 1980, a carreira da banda teve um sério revés, mesmo para seus próprios padrões (poucas bandas trocaram tanto seus membros quanto o Yes). Wakeman ficou desencantado novamente com a banda, mas desta vez também Jon Anderson, que estava experimentando o sucesso em outros ares com Vangelis. Isso fez com que Squire, Howe e White começassem a gravar sem um vocalista e um tecladista. Por sugestão do empresário Brian Lane, Squire convidou duo The Buggles - que vinha de um sucesso internacional com o álbum "The Age of Plastic" e o single "Video Killed the Radio Star" - Geoffrey Downes (teclados) e Trevor Horn (vocais) para ajudar no novo disco. De início, o plano era que Downes e Horn ajudassem a escrever algum material novo - eles já tinham uma canção chamada "We Can Fly From Here", que foi escrita com o Yes em mente. Para surpresa dos dois, eles foram convidados para serem membros em tempo integral. Prontamente aceitaram o convite e tocaram no álbum "Drama" em 1980. O disco foi muito bem recebido por muitos fãs (codinomeado "Panthers" - Panteras - por causa da arte da capa), vários outros sentiram falta da voz de Anderson.

Depois da turnê, a banda quebrou-se. Downes e Howe foram formar o Asia, Horn vivou produtor, e Squire e White começaram sessões com Jimmy Page, do então recém-terminado Led Zeppelin. A banda chamou-se XYZ - ouviu-se falar que o nome veio de "eX-Yes-Zeppelin", mas nada saiu das sessões, exceto algumas faixas-demo, elementos que apareceriam na música do Yes.

"Um Álbum de Retorno, Um de Grande Sucesso, mesmo que Ridículo"

Em 1983, dois anos após a "quebra em dois" do Yes, Squire e White conheceram o guitarrista sul-africano Trevor Rabin (ex-Rabbit) e formaram um novo grupo, inicialmente cogitado chamar Cinema, que também incluía o antigo tecladista Tony Kaye. Originalmente um artista-solo com três álbuns no currículo, as contribuições de Rabin como letrista incluíam "Owner of a Lonely Heart", mas também teve um papel importantíssimo no redesenho do som da banda para aderir à era MTV, enquanto retinha alguns aspectos do estilo original da banda - especialmente as harmonias vocais.

Originalmente, os vocais principais seriam compartilhados entre Rabin e Squire. Mas no começo de 1983, Squire tocou para Jon Anderson algumas das músicas novas em uma festa em Los Angeles. Impressionado com o novo som da banda, Anderson decidiu juntar-se ao projeto, resultando numa reforma "acidental" do Yes.

Para distinguí-los daqueles que preferiam a formação clássica do Yes, os fãs desta formação são chamados "Generators" (tirado do nome do segundo álbum "Big Generator"). No entanto, é notado que vários fãs do Yes gostam de ambos os períodos da música do Yes.

O primeiro álbum desta era, "90125" (é o número do disco no catálogo da Atlantic Records, produzido por Trevor Horn), foi uma "despedida" radical de seu som anterior. O disco eventualmente vendeu 6 milhões de cópias e assegurou uma nova sobrevivência para a vida do Yes, com uma turnê de mais de 1 ano para suportar este novo disco. A música "Owner of a Lonely Heart" deste álbum se tornou hit até mesmo em rodas R&B (sendo sampleado incontáveis vezes). Outras faixas que se tornaram singles de sucesso foram "Leave It" e "It Can Happen," além de um Grammy por Melhor Instrumental de Rock ("Cinema"), demonstrando que o grupo não abandonou totalmente sua musicalidade em favor do sucesso comercial - como alguns fãs alegariam. A turnê deste disco gerou o disco e VHS "9012Live".

Em 1986, gravaram "Big Generator". Infelizmente, problemas interpessoais (principalmente entre Squire e Anderson) atrasou sua conclusão, e Rabin deu os retoques finais. Apesar deste disco não suceder tanto quanto "90125", teve uma boa vendagem; alguns fãs consideram este disco mais fiel aos primeiros anos do Yes do que o anterior. Emplacou dois singles: "Love Will Find a Way" e "Rhythm of Love" (inspirado nos Beach Boys). A turnê deixou os membros exaustos e frustrados uns com os outros.

União e Reunião

No final dos anos 80, Anderson se cansou da "nova" formação do Yes (talvez de Squire em particular). Ele queria também que a banda voltasse ao seu som "clássico". Enquanto o Yes estava descansando depois da turnê de 1988, Anderson começou a trabalhar com Wakeman, Howe e Bruford. Alguns no grupo (mais particularmente Bruford) queria distância da associação de seu nome com o Yes. Na ocasião, os membros iniciais do Yes estavam impossibilitados de utilizar o nome "Yes", já que Squire, White, Kaye e Rabin (e, ironicamente, Anderson) estavam com os direitos, em função do contrato do disco "90125". Subsequentemente, a saída foi chamar "Anderson Bruford Wakeman Howe", ou simplesmente ABWH. O "projeto" incluía Tony Levin no baixo. Os quatro produziram um álbum de relativo sucesso, chamado "Brother of Mine". No entanto, seguiram-se batalhas jurídicas iniciadas pela Atlantic Records para puxar o tapete da turnê ABWH, que foi chamada de "An Evening of Yes Music Plus", uma gravação ao vivo onde está tocando ninguém menos que Jeff Berlin como baixista, substituindo Levin que ficou 2 semanas doente.

O ABWH estava trabalhando no seu segundo álbum, enquanto o Yes esteve trabalhando no próximo disco ("Big Generator"), apesar da ausência de Anderson. Squire havia então começado a escrever com Billy Sherwood (da World Trade), como Rabin jutando-se novamente à turma após de sua turnê-solo. Arista, o novo selo da ABWH, encorajou o grupo a procurar letristas de fora da banda, e Rabin enviou uma demo. Como era de se prever, a Arista com seu faro comercial, imaginou uma reunião de todos.

Durante o ano de 1991, ligações telefônicas foram feitas e negociações fechadas, com Yes e ABWH juntos para o álbum "Union". Cada grupo fez suas próprias músicas. Squire atuou como backing vocal em algumas faixas do ABWH (com Tony Levin fazendo todo o baixo nas músicas). Jon Anderson cantou em três das quatro faixas da "YesWest". Uma turnê mundial uniu todos os 8 membros em um palco em uma formação "Mega-Yes", mas o álbum provou ser menos do que a soma entre as partes. Claramente uma combinação de duas gravações, nenhuma das músicas colocaram os oito membros de uma vez; dois terços foram na verdade composições da ABWH, enquanto Rabin e Squire contribuíram com 4 músicas (incluso uma colaboração de Sherwood). Quase toda a formação do Union foi mostrado o desgosto pelo produto final por causa do do produtor Jonathan Elias envolver secretamente outros músicos depois das sessões iniciais. A turnê Union por si só mostrou faixas englobando toda a carreira da banda, e foi um dos mais gordos orçamentos gastos em concertos entre 1991 e 1992.

Dos anos 90 para cá

Depois da turnê, Bruford saiu da banda. Howe e Wakeman não foram convidados para aparecerem em um próximo álbum. O Yes voltou à sua popular formação de 1980: Anderson, Squire, Rabin, Kaye e White. Em 1994, lançaram "Talk". Apesar do single "The Calling" no novo álbum, uma música marcante desde "Owner of a Lonely Heart", a promoção do disco foi pífia. David Letterman (de onde Jô Soares costuma beber da fonte para seu programa de entrevistas) ouviu a música enquanto estava dirigindo o carro, e quis convidar a "nova" banda para apresentar em seu programa. Anderson e Rabin colaboraram pela primeira vez, compondo uma fusão do "novo" e do "antigo" perto da perfeição. Na turnê de 1994, Billy Sherwood, que co-escreveu "The More We Live" para o disco "Union", entrou como o sexto membro. Depois da turnê, Kaye, Sherwood e Rabin sairam. Rabin se tornaria um requisitado compositor de filmes.

Provando ser verdade o ditado "nunca diga que desta água não beberei", a banda surpreendeu, para deleite dos fãs, com a clássica formação dos anos 70: Anderson, Squire, White, Howe e Wakeman para uma performance ao vivo em San Luis Obispo, Califórnia, em 1996. As performances resultaram nos maravilhosos "Keys To Ascension" e "Keys to Ascension 2", ambas com duas performances de estúdio, onde foi compilada depois em um disco só, chamada "Keystudio". Wakeman saiu pouco antes do lançamento do "Keys ... 2".

Sherwood substituiu Wakeman nos teclados, tocando também na guitarra. "Open Your Eyes" foi lançado em 1997. Enquanto a influência de Sherwood parecia colocar a banda de volta aos tempos de "90125", a turnê trouxe o tecladista russo Igor Koroshev, que acabou sendo um membro permanente na gravação do álbum "The Ladder", considerado (de novo) uma volta ao som "antigo", muito por influência de Koroshev. Sherwood foi "reduzido" a guitarra-base e backing-vocal, com alguns momentos fazendo as partes da fase Rabin, por recusa de Howe, onde citava que seu estilo não combinava com os solos. A tour de 1999 gerou o também ótimo "The House of Yes: Live from the House of Blues", em DVD e CD Duplo.

Sherwood foi liberado para seus compromissos antes de 2000. Koroshev foi demitido da banda depois da turnê, devido a uma nuvem de controvérsia com relação sua conduta fora do palco, incluindo um abuso sexual, pouco antes da gravação do orquestral "Magnification".

"Magnification" foi o único disco do Yes sem teclados, e considerados por muitos um dos melhores discos desde os dos anos 70. A banda não só foi suportada por uma orquestra de 60 instrumentos, como também algumas passagens e arranjos foram escritas pelo grande compositor Larry Groupe e executada por sua orquestra, como se a orquestra fosse um membro permanente da banda. Na turnê, no entanto, a banda contratou Tom Brislin para os teclados, pois a orquestra sozinha não conseguiu reproduzir com fidelidade algumas das músicas.

Brislin também participou no DVD "Yes Symphonic", um sonho da banda desde os primeiros passos e só conseguiram fazer depois de 30 anos, segundo as entrevistas que aparecem no próprio DVD. Descrito como "não é simplesmente um casamento entre o rock e a música clássica", inclui "The Gates of Delirium" (do álbum "Relayer") magistralmente tocada por banda e orquestra.

Wakeman, mais uma vez, voltou ao grupo em abril de 2002, e seguiu-se uma turnê mundial, incluso uma volta à Austrália depois de mais de 30 anos. A formação "clássica" está desfrutando de uma presença revitalizada na mente do público, principalmente depois da celebração de seu 35. aniversário em 2004.

Enquanto o nome Yes está em longas férias em 2005, seus membros se dedicam a projetos solo. White formou um novo grupo, chamado simplesmente "White", com Geoff Downes. Squire "reformou" o Syn, sua antiga banda pré-Yes. É meio improvável uma nova turnê em 2006, de acordo com Anderson, mas um novo disco em 2007 é bem provável ... e nós como fãs, só nos resta esperar.

Discografia (Álbuns Oficiais)

1. Yes (Julho 1969)
2. Time and a Word (Junho 1970)
3. The Yes Album (Março 1971)
4. Fragile (Novembro 1971)
5. Close to the Edge (Setembro 1972)
6. Yessongs (Maio 1973)
7. Tales From Topographic Oceans (Dezembro 1973)
8. Relayer (Novembro 1974)
9. Yesterdays (Fevereiro 1975)
10. Going for the One (Julho 1977)
11. Tormato (Setembro 1978)
12. Drama (Agosto 1980)
13. Yesshows (Novembro 1980)
14. Classic Yes (Novembro 1981)
15. 90125 (Novembro 1983)
16. 9012Live: The Solos (Novembro 1985)
17. Big Generator (Setembro 1987)
18. Union (Abril 1991)
19. Yesyears (Agosto 1991)
20. Yesstory (Setembro 1992)
21. Talk (Março 1994)
22. Keys to Ascension (Outubro 1996)
23. Keys to Ascension 2 (Novembro 1997)
24. Open Your Eyes (Novembro 1997)
25. The Ladder (Setembro 1999)
26. House Of Yes - Live from the House of Blues (Setembro 2000)
27. Magnification (Setembro 2001)
28. In a Word: Yes (1969 - ) (Julho 2002)
29. Yes Remixes (Julho 2003)
30. The Ultimate Yes: 35th Anniversary Collection (Julho 2003)
31. The Word is Live (Agosto 2005)

Singles

* "Your Move" (1971)
* "Roundabout" (1972)
* "America" (1972)
* "And You And I" (1972)
* "Wondrous Stories" (1977)
* "Goin' For The One" (1977)
* "Don't Kill The Whale" (1978)
* "Owner Of A Lonely Heart" (1983)
* "Leave It" (1984)
* "It Can Happen" (1984)
* "Love Will Find A Way" (1987)
* "Rhythm Of Love" (1987)
* "Lift Me Up" (1991)

Referência: Wikipedia.org

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