São Paulo, 23 de Maio de 2019.

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Teoria estética de Tunico And Tinoco, por Eduardo Moura


A-ha! Pensaram que tinham se livrado de mim, certo? Vaso ruim não quebra, e depois de muito tempo, de férias construtivas, cá estou. Antes de começar essa coluna devo deixar uma nota dizendo que a onomatopéia "A-ha" utilizada no início dessa mesma, é ridicula, porém eu nunca tinha utilizado - parece aquelas gírias que os escritores velhos usam quando escrevem para adolescentes.
Bom, tirei férias num lugar distante, um refúgio secreto de/do verão, que assim que meu serviço for remunerado, será trocado por Nova York. Aproveitei minhas férias para refletir, aliás, foi a única vez q fiz isso esse ano.
Enquanto ouvia Oswaldo Montenegro em LP, num discurso sobre a poesia estética de Tunico And Tinoco, me toquei que criticando como critico, vou envelhecer cedo, e f*da-se quem eu critico, o importante é manter a boa forma.
Comovido com as minhas novas constatações, parei para reparar um segundo a beleza da vida, o ar poluido do Rio de Janeiro com cheiro de maresia e de esgoto, os malditos insetos em volta da rede, a rede presa na parede descascada, a parede descascada na casa em construção, a casa em construção que já tá com o iptu (Ihh Po*ra Tô *Udido)... e dessa forma cai na realidade de novo, ou seja, não vou mudar! Muahaha (risada maléfica).
Ou pelo menos, mais ou menos (frase profunda). É que agora bateu uma certa dor na consciência. Então para não ter que falar mal de ninguém eu vou falar de uma banda que ontem só mereceu elogios. Ou quase isso.
Ontem as 22h00min (ou 10 da noite pra quem não entendeu, ou melhor ainda, quando o ponteiro grande tava no 12 e o pequeno no 10), passou na TNT o show inédito do Mötley Crüe, que assim como Motörhead apresenta tremas e M maiúsculo.
Show deveras bom, tendo como ponto alto, além da música, as assistentes de palco, mulheres de langerie que agarravam-se entre si e quando enjoavam agarravam os integrantes da banda, com exceção de Mike Mars, o quase funebre guitarrista.
Acontece que Mike, não é novidade, não apresenta nem 10% da presença de palco que apresentava, mas não podemos culpa-lo pela esponjilite muscular em estado avançado que ele apresenta (isso é sério).
A voz de Vince Neil estava impecável, muitíssimo bem ensaiado, embora a qualidade ao vivo não se mantenha como em um estúdio, afinal só quem consegue isso são os imortais do AC/DC (e o Roberto Carlos, diga-se de passagem).
Tocaram todos os sucessos consagrados da banda - nomes esses que eu não vou citar, mas em geral levam a palavra love - e no final Sex Pistols. O cover ficou melhor que o original, embora, no palco, eu diria que tudo em hard fica melhor do que tudo em punk. Pronto, eu tava tentando ser diplomático, agora até os Ramones vão levantar pra xingar minha mãe.
Não me levem a mal (ou levem), mas ultimamente, o padrão dos remanescentes do Hard 80 é ficar mais pesado, vide a carreira solo atual do Sebastian Bach, o Still hungry do Twisted Sisters e até mesmo as músicas do Motley. Não que eu me importe com o padrão, mas foi inesperado por demais. Foi além do inovador.
Bom, o show foi basicamente isso, o que me encheu o saco foram os intervalos por conta da TNT (que está de parabens por esta apresentação),mas quebra o clima. Ahh também teve o baterista,que não era o Tommy Lee (é, esse que batia, mas pegava a Pamela Anderson), uma p*ta presença de palco, mais p*ta que a própria Pamela.
É isso, quem viu, viu, quem não viu torçam pra eles não brigarem de novo, ou terem uma recaida nas drogas, ou pra doença do Mike não piorar.
Hasta la vista!
ps¹: Eu senti que faltou um pouco de inspiração pra essa coluna, mas é que escrevi comendo um Hot Pocket da Sadia, e é físico-químico-matematicamente impossível uma pedra gelada dentro de uma caixa de papelão desuniformemente (isso existe!?) furada, dentro de um microondas ficar aquecida por igual. Mas ficou, e isso me intriga.

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