São Paulo, 16 de Janeiro de 2019.

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O Seleto Público de 2 milhões de pessoas., por Eduardo Moura


Pois bem, com o show dos Rolling Stones ontem, hoje eu não podia escrever sobre flores, né? Pois bem (de novo!) esse carioca q vos fala se aventurou nas areias de copacabana, se amontoou no meio de 2 milhões de pessoas (que em sua maioria foram pra cantar Satisfaction, ou nem isso!) pra assistir O show.
Jagger & company deram um show de como se faz um show. Simplesmente uma presença de palco absurdamente absurda para um senhor de 64 anos, e uma banda impecável (ou não, já que não pude observar de onde queria), a seguir narro minha epopéia.
Por ter conhecimento em diversos pontos estratégicos da cidade, arranjei abrigo um dia antes do show, na esquina do show - não, não foi num dos hotéis de luxo, o rockinsampa até me ofereceu a suíte presidencial do Copacabana Palace, mas por ética jornalística, recusei - sendo assim pude sair tarde de casa e evitar o "show" do Afroreggae, aliás, descobri que eles tem um movimento socio-cultural nas favelas que ensina as crianças a batucarem. Inspirado nesse projeto, e nesse nome que exala criatividade, pretendo fundar os meus próprios, o AmericanHardRock e o BritishHeavyMetal.
O empurra empurra generalizado, tradicional nos shows com público de 2 milhões de pessoas, na praia (q se estendeu pela orla, calçadão, e ruas secundárias, terciárias, quaternárias e etc..) acabou me levando junto, e sorrateiramente, na base do "com licença", cheguei entre o primeiro telão (eram seis) e o palco.
Nesse momento, devo expor um pensamento. A Claro patrocinou o evento, e tinha camarotes. Essa mesma, me cedeu um desses ingressos, deveras valioso, o problema é que era só um, e como fui acompanhado, ficava extremamente chato abandonar minha companhia, porém ao localizar onde me localizei, sentir os cheiros que senti, levar os pisões que levei, os empurrões, o arranhões, as escoreações (certo, tô exagerando), senti muita vontade de mandar minha companhia pro quinto dos infernos... mas não o fiz.
Voltando ao show; os tatatatatatatatatatataravós do Rock tocaram alguns dos sucessos consagrados, mas deram um grande enfoque nas músicas novas, mas que já são de domínio público (as do Bigger Bang), que são ótimas. As músicas novas remetem os ouvidos leigos, ou até mesmo desavisados, às músicas velhas, são moldadas no mesmo estilo, com os riffs colantes de Keith Richards.
Aliás, Keith mostra uma faceta nova, como vocal. Sua voz de galã idoso foi evidenciada na romantica e corna, "This Place is Empty", muito boa música.
Uma curiosidade necessária, uma ponte levava os rapazes (ou senhores, como queiram), do Copacabana Palace, onde estavam hospedados, até dentro do palco. Uns dizem que é porque o dono do Hotel ama os Stones. Outros preferem dizer que é porque no show do Lenny Kravitz (que foi no mesmo lugar, só que para apenas 50 mil gatos pingados), ele demorou duas horas pra atravessar a rua (do Hotel até a areia), eu tenho uma terceira teoria. A ponte suspensa do palco até o Hotel, é interligada a um túnel, que leva até dentro do quarto do Mick Jagger, lá na Inglaterra, pois é impossível trazer tanta roupa para um show, ele usou 238 combinações de camisas, calças, cintos e coletes, só indo buscar na fonte mesmo!
Após o show, a saída sucedeu tranquila como uma final de campeonato no Maracanã, com muito sacrifício cheguei no meu posto de operações avançadas em Copacabana, onde pude passar o resto da noite. Antes de dormir, chequei na internet a informação de que 3 pessoas foram esfaqueadas e 12 detidas. Vale lembrar que esssa informação provém da internet, e vale tanto quanto esse pasquim que vos escrevo, mas não deixa de ser informação. Enquanto eu fazia isso (cansado, aturdido, morto, exaurido), os Pedras Rolando ainda tinham fôlego pra festinha particular com 600 (exato, seiscentos (6 x 10²)) convidados. Imagina se eles tivessem orkut!

ps¹: falando em orkut, comunidade do ROCK IN SAMPA (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5546228).
PS²: caro turista que visita o Rio de Janeiro, não seja bobo de hospedar-se num hotel da zona sul. Os hotéis da Zona Sul são os mais caros, e visados pelos assaltantes. Hospede-se num hotel da Zona Oeste (não da Baixada Fluminense!), por exemplo, um hotel na Barra da Tijuca, onde também temos praias, mas sem a devida "urubuzeação" dos assaltantes. Visitem sim, as praias da Zona Sul (que ficam a uns dois túneis da Barra da Tijuca), mas se hospedar lá, é besteira!
ps³: acho que teremos outra menininha! Perdi uma costela no show!

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