São Paulo, 23 de Maio de 2019.

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Carnav... CALMA!! val..., por Eduardo Moura


"Carnaval, carnaval, carnaval, eu fico triste quando chega o carnaval... isso é Luis Melodia" - Tenho uma música dos titãs (no PC) que no final surge uma voz dizendo estas palavras entre aspas, a vo parece a do Lulu Santos, mas não sei de quem é não. Assim como não sei o que tem haver com a música em si (Marvin), e não sei por que escrevi isso aqui, eu ia escrever sobre carnaval e lembrei dessa frase. Oa observadores nem tão observadores assim podem estranhar eu, logo eu, falando de carnaval. Mas é verdade, os observadores observadores já perceberam que de mim pode vir qualquer m*erda, inclusive carnaval. Acontece que no meu refúgio de carnaval desse ano as opções eram limitadas, e depois de decorar cada acorde de todas as mp3 que couberam no meu bolso, fui tentado a ver um desfile. Podia ter sido pior, eu vi o desfile das escolas do Rio de Janeiro somente, e nada pessoal , caros leitores, mas bem definiu Chico anisio "São Paulo, túmulo do samba". Bom, acomodei-me na minha cadeirinha, cheio de boa vontade em tentar analisar o desfile daquela escola que coloria (e coloria mesmo) a tela da tv, vi que o tema da escola era a AmazÔnia, deveras interessante - não fosse o fato de que Cabral (o Pedro) já tinha desfilado numa escola cujo tema foi Amazônia, por volta de 1500, e apanhou dos índios pois esses já estavam enjoados desse tema a muito tempo - e no meio daquele multidão colorida, pelada e rebolante vejo uma alegoria com um faraó em cima. Foram alguns segundos checando: perai, deixa eu pensar, faraó... faraó... faraó... Amazônia, Amazõnia... não, não achei a ligação... pensei que já havia mudado de escola, consequentemente de tema, já que todos os sambas hoje são tão parecidos, mas não... o bendito do elemento faraó estava contido no conjunto Amazônia...
Aquilo me emputeceu de tal forma (ops, minha mãe não deixa eu falar palavrão), resolvi que "assistiria" ao resto do desfile deitado, e de lado pra tv (por isso as aspas em assistiria), apenas ouviria no caso, afinal todas as escolas seriam a mesma coisa: faraó, bunda, amazônia, não necessariamente nessa ordem...
Deitado de lado, pude me deter aos "sambas". Caro leitor que segue o curso de cada palavra ávidamente torcendo pra que eu chegue em algum lugar e pare de blá blá blá, acontece que um dia nessa minha não tão breve assim existência, já um tive quê apoteótico. Na época em que se comprava gravatas de seda italiana por 24US$ (eu comprei gravatas a esse preço), eu era um apreciador do samba que admito, tinha sua graça. Seja na viola do Paulinho, nas letras do Chico, confesso que até hoje umas velharias brotam no winamp de surpresa. Confesso que um dia esse coração que palpita ao som do bom e velho Hard Rock já foi azul e branco. E pasmem, de Madureira (pra quem não entendeu, Portela).
Voltando ao "deitado de lado e etc"... ouvi ocm atenção a todos os sambas que Morfeu permitiu, só distinguindo um do outro pela voz dos apresentadores da Globo, que diziam quando uma escola terminavam e quando começava outra. Exato caro leitor (terceira vez que repito essa expressão, é a idade), todos os fuckin' sambas estavam iguais. E igualmente chatos.
Na manhã do dia seguinte, era como se um carro alegórico tivesse passado por cima de mim (efeito do não literalmente porre dos sambas na noite anterior), sentei pro café, folheando o jornal e vendo que além da crônica do Xexéu a única notícia boa era que a edição do dia seguinte traria a resposta das palavras cruzadas de"hoje". Com mais um detalhe, apresentava uma matéria sobre o que eles chamaram de samba de condomínio. Que ao ler (sim, eu sei ler) identifiquei como sendo esse tipo de samba irritante, atual e igual. Ora, se até O Globo estava reclamando é que o negócio tava ruim mesmo...
Conclusão: Mesmo fugindo, o carnaval me alcançou me deu um soco na boca e um cabeçada na sobrancelha, só quero saber de outro daqui a 10 anos. Em 10 anos escreverei sobre esse assunto de novo, e espero ter melhores notícias.
Conclusão muito, muito, muito mais importante que a pasmaceira anterior: Excepcionalmente hoje esse colunista do ROCK in sampa meteu-se a falar-lhes sobre carnaval, samba. Duvido que 90% dos leitores tenham concluido a leitura deste, devido ao tema (sacaram o título?). Acontece que assim como Bono Vox, eu quero um prêmio Nobel, e não me importo em admitir que vejo qualidade sim num samba velho - mas velho pra c*ralho, pois como dizia Millôr Fernandes, pra c*ralho tende ao infinito - e indico que vocês, mentes que alcançaram a linha 40, abram os ouvidos. Mas abram com cuidado, não é qualquer m*rda que pode adentrar.
Abraços, com os dedos já ansiosos pra voltarem a digitar semana que vem,
E!

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