São Paulo, 23 de Maio de 2019.

"Dinheiro é uma coisa muito útil de se ter. Na verdade, quanto mais você ganha, menos parece que você toca." (Charlie Watts, Rolling Stones)
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Continuando, velho sim, gagá nunca!, por Eduardo Moura


Passei rapidamente sobre esse assunto na semana passada, volto a falar dele hoje. Claro que não com os devido dedos, nem ramificações que ele merece, longe de mim escrever coesamente suficiente para falar disso tudo. O fato é que: o rock é imortal mas está acabando, ou seja ele é pra sempre sem saber que o pra sempre sempre acaba (odeio ter que admitir, mas toda a incompetência do Renato Russo ao abrir a boca era compensada quando ele escrevia).
Vamos voltar um pouco, como diria Ciça Guimarães - Direto do túnel do tempo - vamos voltar ao tempo do jazz, blues, e essas coisas mais afrescalhadas, porém muito boas, sacode prum lado, mexe pro outro, vem Bill Halley seguido por uns cometas, depois veio o primeiro Rock Star: Elvis. Gostem ou não, o rapaz tinha estilo. E topete (entenderam a piadinha?).
Depois que ele revolucionou a cena musical, abrindo espaço pra outros, a segunda revolução pra mim foram os Beatles, sem dúvida. Até ai, eles faziam rock sabe lá deus porque, o lucro compensava, sim sempre, mas era como investir na bolsa, ou até pior, e o detalhe mais intrigante é que ficava bom. Sem entrar nos gostos pessoais, Elvis e Beatles não são o que eu ouço todo dia, mas é o que muita gente boa ouvia toda hora. Também é necessário entender que na década de noventa, revolucionar foi rasgar umas calças e tocar mal, na época deles era um pouco mais difícil.
Em 1970, John Lennon imitou a frase que vários padeiros já diziam há anos: O sonho acabou. Era o fim dos Beatles, mas graças a Ozzy o pesadelo estava só começando. Um ano antes, em 69, surgia o Black Sabbath. Tudo o que você que entra nesse site ouve hoje, agradeça a eles, ou melhor a ele, a idéia de fazer um blues pesado com guitarra distorçida, baixo saltitante e e bateria serelepe (nossa senhora), foi do Ozzy. Ele simplesmente inventou o metal, tendo como aliado a caixinha de riff Tommy Iomi (que não tinha dois dedos os quais eles perdeu trabalhando num torno mecânico em Birmighan). Sabe lá o que é tocar guitarra sem dois dedos? Faz o símbolo do Heavy Metal (aquele inventado por Dio), agora passa uma fita crepe nos dedos dobrados e tenta tocar.
Dai em diante, a família metal só cresceu, tendo filhos pródigos e bastardos, que se definiam e algumas vezes misturavam-se de acordo com os primórdios de sua criação. Nos anos 70 enquanto parte da população ainda gritava paz e amor, um tal de Robert Plant resolveu subir no palco com músicos, realmente músicos, e gritar Comunnication Breakdown. Como a adolescencai faz o rock, não preciso nem te dizer o que fez mais sucesso, nem o que a crítica menos gostou. Led Zeppelin. Ao mesmo tempo que surgiam bandas revolucionáris no cenário como AC/DC e Deep Purple.
O AC/DC embalado pelo álcool, que levou um dos melhores vocalistas da história (Bon Scott - Deus o tenha, ou de repente o capeta), rumou por outros ventos, embora alguns discordem, na minha opinião, inventaram o Hard Rock. Já o Deep Purple e o Led Zeppelin, a cada álbum provavam que rock não é só barulho, e que tinham sim, músicos bom o suficiente pra tocar em orquestra inclusive; desmentindo a crítica, o que aliás, era um dos esportes favoritos desse povo.
Dos anos 70, há também quem lembre da criação do punk, embora eu considere um pouco anterior (Beatles era rock n' roll, mas Lennon era chegado numa anarquia). Vale lembrar que minha opinião sobre o punk não é das mais confiáveis, já que pra mim a grande ideologia que eles deixaram foi que qualquer idiota poderia reunir três acordes e tocar rock n' roll, e eu não sei até que ponto isso é bom, ou até que ponto isso influi nos rumos que o Rock tomou.
Os anos 80, surpeendentemente meus favoritos, foram os anos do Hard Rock e do pós-punk. De um lado temos meninos maus, vestidos de meninas más, cantando para as meninas boas metidas a meninas más - analogamente, claro. Do outro temos sintetizadores esquisitos, rapazes sem sobrancelha, escalas estranhas (medíocrestranhas), e essas coisas. Acho que a partir daí, os mais clássicos, ou neo-clássicos do rock, diriam que o rock já tinha acabado. Se pensarmos no Heavy Metal, ele tinha se transformado em algo bizarramente diferente, porém bom. Uma atualização, na humilde opinião de quem vos escreve, uma rara atualização boa. Por outro lado, aquele espírito de cantar pra se libertar, pra revolucionar, pra f*der com a p*rra toda, era extinto - Vamos reclamar, mas contra o que? Acho que já reclamaram por nós há uns dez anos antes. Então vamos continuar empurrando com a barriga. Até quando? Pra sempre - O problema é que mais uma vez os 80 sempre acaba.
Nós tínhamos um American Hard Rock de qualidade, que atravessou oceanos, mas que fora de um contexto não era representativo. Tínhamos um fraco alternativo, tínhamos um metal falido.
Regionalmente falando, aqui na américa do sul, era um "problema" parecido, a ditadura militar tinha acabado - vamos reclamar de que agora? Bom, agente pode cantar sobre Adelaide, minha deusa paraguaia, sobre o carro que meu pai comprou, pode botar o casaco ou comprar um bicicleta.
No final dos 80, a fênix ainda não tinha ressurgido daz cinzas, em 87 o Anthrax lançou o pior cd deles, era tão ruim, que alguns como eu, o acusam de ter plantado a semente do New Metal, mais tarde falaremos dele.
Até que as gravadoras se revoltam; no cenário monótono que estamos, qualquer coisa que toca na MTV (que estava nascendo), vai vender. Não deu outra, não é que os malditos criaram o grunge? Ai que descar*lhou tudo. Era rock só por fazer, nem rock era, era barulho. Ou melhor, nem isso era, era uma coisa. Pra piorar as coisas, nesse bando de bandas ruins que surgiam (destaque pras de Seattle), uma se salvava, o Pearl Jam (um vocal bom, e grunge com duas guitarras, tocando inclusive coisas diferentes uma da outra), mas o Kurt era mais bonito que o Ed...
E assim começamos os anos 90, até que o que era ruim se auto-destruiu, ou passou, simplesmente. E ficamos um tempo paradões, ou melhor, ouvindo o que era empurrado, ouvindo coletâneas, ou ouvindo tentativas fracassadas de bandas antigas se reunirem. Até que já na segunda metade dos 90 a semente brotou. Nasceu o New Metal (sempre considerei eles como um aborto, mas...), começou então a onda de adolescentes que achavam que sabiam o que estavam ouvindo, e a onda de "músicos" que achavam que estavam tocando.
Já depois do ano 2000, mais precisamente na época do Rock in Rio Lisboa (alguém me explica esse nome?), achei que já tivesse visto a m*rda toda, mas um tempo depois, vi que regionalmente pessoas que mal sabem soletrar R-O-C-K começaram a achar que estavam tocando-o. Eram os fuckin' playboys, odiados durante décadas, tocando nas guitarras que o papai deu e tirando fotos com a digital de mesma procedência. De mochila laranja, camisa azul bebê e tênis vermelho. Ah, Meia perto do joelho e de preferência chutando uma pedrinha...
Este texto de hoje foi mais um desabafo. Tentei não citar nomes e ser imparcial, espero que tenha conseguido ( ou não). Também peço desculpas por não ter citado algumas banda que também tiveram sua importância, mas vejam vocês que esse humilde discurso se alongou demais, imaginem se fosse mais completo.
Gostaria de finalizar tambpem dizendo que o lema "Sexo, drogas e Rock n Roll" encaixa-se respectivamente à "80, 60, 70". Alguém me sugere um lema pra abrangir depois disso?

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Bia
DÁ-LHEEEE EDU!!!!!!!
MTO FODA SUA CRÔNICA!
E NEW METAL NÃO É ABORTO!!!!!!

É NÓIZZZZZZZZZZZ!!!!!!!

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