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:: Shows Review

Kamelot & Epica, 03/12/2005
Por: Gustavo Dezan

O Epica nem era a atração principal da noite. O show na Via Funchal era de comemoração dos quinze anos da gravadora Hellion, especializada em heavy metal, e contava também com a participação da banda norte-americana Kamelot e do guitarrista do Angra Kiko Loureiro. Mas a maioria do público que compareceu na casa, na mesma noite em que o Pearl Jam tocava no Pacaembu, foi para ver a belíssima ruiva Simone Simons e sua banda. Havia gente de outras regiões do Brasil, além de muitos pré-adolescentes acompanhados dos pais.
Para abrir a noite, foi convidada a desconhecida banda Noturna, que depois de um considerável atraso – entraram após as 21 horas, horário previsto já para uma das bandas principais – tocou apenas duas músicas. A apresentação ficou comprometida porque não puderam passar o som direito, segundo o guitarrista. Só não ficou claro de quem foi a culpa.
Depois da desastrosa participação do Noturna, o virtuoso Kiko Loureiro entrou no palco para tocar algumas músicas de seu cd instrumental. Com o baixista Felipe Andreoli, seu companheiro de Angra, e o baterista Fernando Schaffer, ex-Rodox, Kiko “fritou” nas cordas de sua guitarra algumas músicas como Enfermo e No Gravity, a faixa título do álbum, por cerca de 30 minutos, e fez com que os ansiosos fãs, já impacientes, se distraíssem um pouco. Somente às 22h40 que finalmente Hunab K’u, a introdução orquestrada do Epica, foi tocada nos auto falantes da casa.
Há duas semanas, os holandeses vieram ao Brasil apenas para gravar uma apresentação no Jô Soares, onde tocaram duas músicas com voz e piano, e divulgaram o show. A tática parece ter dado certo, pois deixou mais ainda os fãs com água na boca.
Com Dance of Fate, a figura carismática de Simone surge no palco causando a histeria de algumas meninas mais exaltadas, além de deixar os marmanjos boquiabertos com.sua beleza. Mas ela mostrou que além do rosto suave, olhos azuis e cabelos ruivos esvoaçantes, há também uma belíssima voz, tão competente ao vivo quanto em estúdio. Aliás, essa era uma curiosidade, não só a capacidade dela, mas de toda a banda ao vivo, já que o som nos cds é muito trabalhado, com orquestrações e corais em meio a urros do guitarrista – e namorado da vocalista – Mark Jansen.
O Epica mesclou em seu repertório músicas de seus dois álbuns, o que agradou a maioria. Destaque para Sensorium, Cry For The Moon e The Phantom Agony, do primeiro cd da banda. Já do mais recente, Blank Infinity, Mother of Light, além da faixa título Consign of Oblivion, que Simone cantou com uma blusinha do Brasil. Mas o ponto alto da apresentação foi a balada Linger, que não é aquele hit conhecido do The Cranberries. A voz angelical de Simone, acompanhada apenas do teclado de Coen Janssen e das vozes do público, levou muitos às lágrimas.
Era fácil notar que a banda estava muito feliz em tocar no Brasil. Os fãs “órfãos” do Nightwish, que virou uma incógnita depois da saída da vocalista Tarja Turunen, adotaram o Epica como a banda favorita. E os integrantes retribuíram à altura, esbanjando simpatia e humildade, com uma noite inesquecível para muita gente. Tanto que após a apresentação do Kamelot – que o tecladista Coen e o guitarrista Ad Sluijter viram da pista, no meio do povão – saíram do camarim e foram até a grade para dar autógrafos e tirar fotos. Algo bem fora do padrão “rockstar”, que deveria ser mostrado a muitos músicos por aí que se acham semideuses.
O último show foi do Kamelot, que é um dos nomes emergentes do heavy metal melódico mundial e se firmou com seu álbum mais recente, o The Black Halo. Nele, há participações especiais, entre elas, a da própria Simone Simons em The Haunted. Inclusive, há uma grande amizade entre as duas bandas, uma vez que o vocalista do Kamelot, o norueguês Roy Khan, também participou no último cd do Epica. Além disso, o nome da banda holandesa foi inspirado pelo nome de um álbum da norte-americana. As duas bandas vêm fazendo essa turnê conjunta pela Europa, até chegar à América do Sul, e o dueto dos dois vocalistas era inevitável.
A banda deu início ao show pouco antes da uma da manhã com Center of the Universe, do tal álbum inspirador Epica. Desse cd, além dela, foi tocada The Edge of Paradise. Apesar do horário e de alguns já estarem cansados, o público agitou bastante, até porque a banda estava gravando o show para incluir algumas cenas em seu primeiro dvd. Mas é claro que não foi só por esse motivo. O Kamelot mostra muita competência no palco, executando as músicas perfeitamente. Roy Khan, que apesar do visual moderninho, é um “frontman” das antigas: além de cantar muito bem ao vivo – é considerado por muitos um dos melhores – tem toda uma parte teatral. Canta agachado, faz caras dramáticas, tem o público na mão. Destaque também para o baterista Casey Grillo, que toca girando as baquetas e fazendo poses. Já o guitarrista e líder Thomas Youngblood mostra um pouco de frieza, mas toca muito bem.
As músicas que mais levantaram a platéia foram a dobradinha When the Lights Are Down/Abandoned, The Fourth Legacy, e March of Mephisto, que contou com a participação de Mark Jansen do Epica fazendo as partes gravadas por Shagrath, da banda de black metal Dimmu Borgir. No final da música, Mark ainda se jogou na galera.
Mas o ponto mais alto estava para vir com o bis. Após o primeiro verso de The Haunted a musa Simone Simons volta ao palco para fazer o dueto tão esperado e muito bem entrosado com Roy Khan. Depois dos aplausos, o casal se retirou e Khan apareceu em cima de uma caixa de som, fora do palco, pra cantar dramaticamente a balada Don’t You Cry. Recebeu ainda mais aplausos e ficou emocionado. Para retribuir, empunhou a bandeira do Brasil para encerrar com a clássica Karma, às 2h10 da manhã. Quem perdeu, que torça para tudo isso entrar no dvd.

TrackList:


Data do Show: 03/12/2005
Valor do ingresso:



AGLima
Não mas adoro Kamelot e Epica, eles tem um ótimo som
NOTA: 10

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